Judeus Novos - Em Busca de Sefarad - de Portugal a Recife

Quinhentos anos depois da descoberta do Brasil, Pernambuco e todo nordeste vivem um surpreendente movimento de retorno ao Judaísmo.
Do litoral ao sertão, encontramos os B'nei Anussim, os cristãos-novos, esses judeus, forçados pela Inquisiçao a abandonar a sua fé, mas que mantiveram de alguma maneira uma conexão espiritual com sua origem.
Nos primeiros cem anos de colonização, Portugal estava mais interessado no comércio de especiarias com as Índias Orientais.
Para cá vinham em maior número, cristãos-novos, em busca de liberdade e trabalho.
Categoria
Música:"Cuando el Rey Nimrod" por Rocío de Frutos, Javier M. Carmena, Raul Mallavibarrena & Ensemble Fontegara (iTunes)


Vídeo postado no canal de Felipe Goifman

2 comentários:

  1. Nossa história... Comunidade Sefaradita de Belo Jardim | Beit Isaac Abravanel

    https://www.facebook.com/SefaradimBJ.BeitIsaacAbravanel/

    Shalom Ubrachá!

    ResponderExcluir
  2. Shalom irmàos,
    Descobri recentemente através de uma análise de ADN que sou descendente de judeus sefarditas.Tenho 4 segmentos cromossomáticos com cerca de quase 100 correspondências genéticas desde os EUA, Porto Rico, até ao Panamá e Brasil.
    Os meus sobrenomes de família aparecem nos arquivos da Inquisição, e, relacionados com as zonas donde eu creio serem originários (Viseu e Faro).
    Fui o primeiro português continental, filho de pais católicos (também, muito provavelmente, ambos descendentes sefarditas, a ser testado pela GEDmatch.
    O que veio a confirmar recentes estudos que nem todos os Conversos abandonaram a Península, antes pelo contrário, uma boa parte ficou e com o tempo misturou-se e eventualmente voltariam a casar-se entre si sem saber. Os casamentos eram "arranjados" (palavras da minha mãe, que me passou muita oralidade - superstições judaicas e alguns costumes relacionados com a sexta feira. No entanto quando eu a questionava não me sabia responder. Dizia que era assim e pronto.)
    Um dos segmentos está no cromossoma 9, de origem Israelita. O segundo segmento, no cromossoma 11, tem origem na Europa Norte Central (Polónia e Alemanha) e uma das correspondências é uma senhora que é co-fundadora de um projecto sobre DNA Sefardita na FTDNA (sou a sua primeira correspondência portuguesa), e o terceiro segmento, no cromossoma 14, que me dá a maioria de correspondências ashkenazi, é o que tem perto de 60 correspondências genéticas (primos genéticos) é misto, Médio Oriente com Atlântico.
    Isto já era algo que eu desconfiava a ver pelas superstições judaicas passadas pela minha mãe e pelo meu aspecto físico. Agora confirmou-se. Uma grande parte de mim diz que eu me devo converter (já incluí o kiddush e o havdalah no shabbat, através de um amigo judeu que sempre disse que eu era descendente de judeus) mas uma outra parte está um bocado reticente, embora sinta a parte genética e histórica a chamar-me constantemente.
    Aqui no Algarve, de onde são os meus pais e avós, não há comunidades, acho que em Faro, e sinto que deveria (re) começar algo nunca antes visto em 500 anos. Atrair crentes, praticar e voltar ser como foi há 5 séculos.
    É uma descoberta que me deixou emocionado e me deixa muito orgulhoso. Sou sefardita. Sou Bnei Anussim.

    Nuno Alexandre Zeverino Freire da Silva (Meco)

    ResponderExcluir

Todo comentário será previamente avaliado antes do mesmo ser publicado.
Favor assinar com o seu endereço de email.
Obrigado.