Bnei Anussim e o que a escola não ensina

B'nei Anussim

Bnei anussim, filhos dos forçados ou “ben anús” (filho forçado) ou ainda judeus marranos. Sãos os descendentes de judeus oriundos de Portugal, Espanha, Turquia e Península ibérica em geral. Estes foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da “Santa Inquisição”, que oficialmente durou cinco séculos. No Brasil, os B’nei Anusim são encontrados principalmente em regiões de antiga colonização como na região Nordeste e na região Sudeste do Brasil.

A História que a escola não ensina

Como grande parte dos perseguidos pela inquisição eram judeus, e uma parte um pouco menor eram de outros grupos, existem muitos vestígios históricos a ser vasculhado. Infelizmente essa é uma parte da história que pouco se fala, apesar da grande contribuição étnica e cultural para o Brasil, ainda assim é tratada com desdenho, pois os seus algozes (A Igreja Católica) ainda permanecem vivos e com poder de decisões no cenário mundial. 
As dores e torturas perduraram muitos séculos. O medo fez a história ser esquecida, adormecida e quase apagada por muitos séculos, ou encoberta com o sangue dos judeus que tinham esperança em retornar ao judaísmo. 

Vale lembrar que a primeira sinagoga das Américas foi em Recife, durante a colonização holandesa pelo comando do Conde Maurício de Nassau.



E que em 1654, após muitas guerras e conflitos, finalmente os colonos portugueses (apoiados por militares de Portugal e Inglaterra) expulsaram os holandeses do território brasileiro e retomaram o controle do Nordeste Brasileiro. 



A importância de Pernambuco para Nova York

A História que a escola não ensina, que a maior comunidade judaica do mundo a de Nova York, tem suas origens no Brasil, saíram de recife quando Portugal reconquistou Pernambuco.
Em 1654, os holandeses foram expulsos definitivamente do Recife. A comunidade judaica ficou em situação de risco e muitos foram embora. Dessa pequena diáspora, um grupo de 23 judeus migrou para o pequeno povoado de Nova Amsterdã. Ali, segundo os livros de história dos Estados Unidos, fundaram a cidade de Nova York.



Como seriam os judeus Sefaraditas (ou Sefarditas) e por conseguinte seus descendentes os B'nei anussim?



Características

Bnei anussim é o grupo de cripto-judeus ou somente de judeus descendentes dos Sefarditas (grupo de judeus com características semitas (Bnei Shem, como os árabes). Em geral, os sefaradí tem cabelo crespo, pele morena e nariz adunco, distinguindo-se dos Falasha e Lambas (Judeus Etíopes – reza a lenda que possivelmente sejam filhos de shlomo há Meleach com a rainha de Shabáh) e dos Asquenazes (judeus com características arianas, descendentes de alemães). Judeus não são proselitistas e a explicação dessas variações na “raça” é a união familiar cruzadas no decorrer da história judaica. Na China existem judeus com características chinesas e no Marrocos conservam o estereótipo árabe (semita). Em maioria os judeus Sefaradí carregam por característica cabelo crespo e nariz protuberante.
No Brasil a comunidade judaica atuante nas sinagogas tradicionais, tem uma grande semelhança com os europeus, pois são descendentes dos judeus Azkhenazi, refugiados no Brasil no período pós segunda guerra mundial.


Segundo lendas dessas mesmas famílias sefaraditas e como mostra o documentário“A Estrela oculta do sertão”, que apesar de não conhecerem ou praticar integralmente a tradição e a religião judaica, ainda guardam o conhecimento geracional de sua identidade judaica, geralmente no nordeste. Segundo essas mesmas famílias, a tradição diz que a palavra sarará vem de sefarad (Espanha), embora a pronuncia seja parecida e haja ainda uma discordância entre o que tradicionalmente se lê em livros da literatura nacional, fica em aberto uma das supostas marcas da etnia inicial dos sarará (sefarad) como relatado por Colerus, que conheceu em Rhynsburg a Bento Spinoza um proeminente erudito e judeu sefaradita.
Falando sobre Bento Spinoza, um dos mais destacados judeus Sefaraditas declara, “era de mediana estatura, feições regulares, pele morena, cabelos pretos e crespos, sobrancelhas negras e bastas, denunciando claramente a descendência de judeus Sefaradim ou Sefaraditas (Originalmente naturais da Espanha).” 

Baruch Espinoza

Mesmo não tendo uma prova concisa, temos uma possível correlação adjetiva que se divide no significado Etimológico da palavra, pois popularmente no nordeste e em outras regiões o termo sarará (entre os marranos) é aplicado para pessoas de pele clara e cabelo crespo ou morenos de cabelo crespo claro ou escuro.

A história de nordestinos e mineiros sobre seus “parentes judeus”



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Hoje explica-se o fato de os judeus sefaradí serem minoria, mesmo estando em grande numero na península ibérica desde a época do Rei Salomão, as grandes perseguições na Idade média. Os judeus sefaraditas na estavam em Israel no Século I e.c. Já os Azkenazim foram expulsos de Israel depois da destruição do segundo templo e foram para as regiões Européias próximas a Azkhenáz.
As inúmeras histórias de judeus nordestinos e mineiros sobre seus "parentes judeus", hoje em dia é conceituado por parte da comunidade judaica predominante no Brasil como mitologia, lenda, história de roceiro. A história tomou força na internet através do vídeo "Zog Marrano" , cantada em Idsh, língua dos judeus Arianos Europeu.


Diz-me marrano meu irmão, onde pões a mesa para o Seder?
Em uma caverna escura e funda a minha páscoa irei fazer.
Diz-me Marrano, onde vais buscar os brancos matzoth?
Na caverna com a ajuda de D'us, a minha mulher lá os amassa.
Diz-me Marrano, como consegues encontrar uma Hagadá?
Na caverna entre as fendas há muito que escondi os livros lá.
Diz-me Marrano como te defenderás quando te ouvires cantar?



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