B’NEI ANUSSIM - Completo

B’NEI ANUSSIM


ESSAV (ESAÚ), O ANTISSEMITISMO EM SUAS RAÍZES


Essav (Esaú) depois de ter perdido sua benção da primogenitura, esperava somente que seu pai Yitzchak morresse para que ele matasse seu irmão, pensando assim, matando o irmão ele recuperaria "sua benção"
Essav só pensava em tomar o lugar de Yaakov, quando ele implorou por uma benção de seu pai Yitzchak ele a recebeu, porém uma benção limitada a esse mundo, como está em Gênesis 27:40 
"Eis que nos melhores lugares da terra será tua habitação, onde o orvalho cai do alto; por tua espada viverás"

Entre Guerut e Ezrarrut

Entre Guerut e Ezrarrut

Pelo Jornalista Asher Ben-Shlomo

A controvérsia criada em Israel em torno das conversões promovidas por Tribunais Rabínicos Alternativos

Judeus Novos - Em Busca de Sefarad - de Portugal a Recife

Quinhentos anos depois da descoberta do Brasil, Pernambuco e todo nordeste vivem um surpreendente movimento de retorno ao Judaísmo

O que foi a inquisição?

Os diferentes tipos de inquisição











A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre alguns grupos religiosos, que praticavam a adoração de plantas e animais e utilizavam necromancias.

Projeto Imigrantes

Para resgatar sua judaicidade é importante conhecer de onde vieram seus antepassados. O projeto Imigrantes pode ser de grande valia para montar seu "quebra cabeça" genealógico.



Conferência reúne Bnei Anussim

O líder espiritual do Centro Israelita do Rio Grande do Norte – CIRN, João Fernandes Dias de Medeiros, ou Rav Yohanan Yedidyah, foi destaque em uma conferência internacional sobre os descendentes de judeus convertidos à força durante a Inquisição, os chamados Bnei Anussim. Com o tema “Mapping The Anousim Diaspora: Six Centuries of Pushing Borders”, a conferência ocorreu nos dias 23 e 24 deste mês no Institute for Sefardi and Anousim Studies da Netanya Academic College, em Israel, reunindo representantes de 13 universidades de vários países.

Don Isaac Abravanel

Isaac Abravanel tem ascendência direta no Rei Davi. O verdadeiro nome de Silvio Santos,(descendente) é Senor, é uma alusão a Don (Señor) Isaac Abravanel, herói do povo judeu do século XIV.


As Polacas no Rio de Janeiro

Judias europeias se prostituíram na América para fugir de perseguição, revela 









filme (Clique para conhecer mais sobre a história das polacas)
Curta - Aquelas Mulheres por Verena Kael e Matilde Teles

O que a Inquisição veio fazer no Brasil?

Segundo Ronaldo Vainfas - Professor da Universidade Federal Fluminense e autor de Trópicos dos pecados (Nova Fronteira 20100 e organizador de Confissões da Bahia (Companhia das Letras 2005)

Vestígios do Passado



O Livro das Confissões da Bahia e suas possibilidades de pesquisa: uma análise das narrativas dos cristãos-novos (1591-1592)





A inquisição na Bahia






No Brasil não foi instituído um Tribunal da Inquisição, a sua jurisdição pertencia ao Tribunal de Lisboa que se encarregava dos casos ocorridos no Brasil e dos outros territórios de além-mar, exceto de Góa que tinha o seu próprio Tribunal. O fato de não ter se instalado um Tribunal por aqui, não quer dizer que a Inquisição não se fez presente na América portuguesa.  Segundo Luiz Mott, por diversas vezes, o Santo Ofício imiscuiu-se arbitrariamente na vida dos baianos, mantendo a ferro e fogo, através de uma rede de espiões, os temíveis Comissários e Familiares do Santo Ofício a hegemonia da Igreja.

VI Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos

VI ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS JUDAICOS

Judaísmo: Fronteiras Culturais em Movimento

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
4 a 7 de dezembro de 2012

Ana bechoach


Atribui-se a autoria desta reza ao Rabino Nehhonya, filho de Hakaná (1º século). Ela contém sete linhas, abrangendo seis palavras cada uma. segundo a Cabalá, as quarenta e duas palavras desta poesia ritmada correspondem ao Nome de D'us, composto de quarenta e duas letras (Shem Mav), deduzido das letras iniciais (reshe tevot) de cada palavra. Poe esta causa costumamos recitar esse trecho de pé e dizer depois "baruch Shem quevod malchutó leolam vaed" (Bendito seja para sempre o Nome de seu Glorioso Reino).
Sidur Sefaradí Matzliah

Ana bechoach, guedulát Ieminêcha, tatir tserurá

 Kabél Rinat, amêcha sagvênu, taharênu norá

Na guibor, dorshêi íchudêcha, kevavát shomrem

Barchêm taharêm. Rachamê tsidkatêcha. Tamid gomlem:

Chassin Cadosh, berov tuvchá, nahêl adatêcha

Iachid gue’ê, le’amcha pene, zochrêi kedushatêcha

Shav’atênu kabél, ushmá tsa’akatênu iodêa ta’alumot

(Sussurro) Baruch shem kevód malchuto, le’olam va’ed



Sobrenomes Sefarditas


Os judeus Sefarditas (do hebraico Sefardim, no singular Sefardi) são todos provenientes da Península Ibérica (Sefarad). foram por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica. E por este motivo, fugiram para países como Holanda e Reino Unido; além dos países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA; e desse modo, tiveram que seguir suas tradições secretamente como cripto judeus ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo em busca da sobrevivência. Sendo que alguns ainda tiveram que se converter forçadamente ao Cristianismo Católico. 
Neste caso, a partir da Inquisição espanhola de 1478 até 1834, em que Judeus e inúmeros outros indivíduos, foram julgados por possíveis atos contra os preceitos da Igreja. Sendo que os Judeus foram expulsos da Espanha no ano de 1492. (9 de AV) 

Tzfat e os Anussim

Yakov Berav, conhecido como  Berav Mahari, nasceu em Moqueda perto de Toledo, Espanha, em 1474 e morreu em Tzfat , 3 de abril de 1546.













B'nei Anussim Brasil: Yom Kippur




B'nei Anussim Brasil: Yom Kippur: Há uma diferença de opinião na Guemará sobre como a expiação é atingida em Yom Kipur. A maioria dos sábios sustenta que "Yom Kipur repara...

Yerushalayim 4000 Years in 5 Minutes

Assista um resumo de 4000 anos da história de Yerushalayim em 5 minutos.

  • Construção do Templo de Shlomoh
  • Destruição por Nabucodonosor rei de Bavel
  • Retorno com Esdras
  • Conquista pela Grécia por Alexandre o grande
  • Revolta dos Macabeus
  • Invasão romana e destruição do Templo Sagrado
  • Revolta de Bar Kokhbah
  • Ascensão do Cristianismo
  • Diáspora
  • Conquista Muçulmana
  • Cruzadas
  • Mamelucos
  • Otomanos
  • Sionismo - Declaração de Balfour
  • O mandato Britânico
  • 1948 - Criação do Estado judeu

A Estrela Oculta do sertão


É um documentário de 2005, dirigido pela fotógrafa Elaine Eiger e pela jornalista Luize Valente. O tema central é a prática judaica mantida por algumas famílias do sertão nordestino, juntamente com a busca de sua identidade religiosa por vários marranos a partir do momento que tomam consciência de sua condição. O documentário conta com consultoria e depoimentos da historiadora da USP Anita Novinsky, uma das maiores autoridades em inquisição no Brasil, o genealogista Paulo Valadares, e o antropólogo do Collège de France, Nathan Wachtel.

A importância de Pernambuco para Nova York

A maior comunidade judaica de Nova York, tem suas origens no Brasil






A maior comunidade judaica de Nova York, tem suas origens no Brasil, saíram de recife quando Portugal reconquistou Pernambuco.Em 1654, os holandeses foram expulsos definitivamente do Recife. 
A comunidade judaica ficou em situação de risco e muitos foram embora. Dessa pequena diáspora, um grupo de 23 judeus migrou para o pequeno povoado de Nova Amsterdã. Ali, segundo os livros de história dos Estados Unidos, fundaram a cidade de Nova York.


O Rochedo e a Estrela

Trailer do documentário O Rochedo e a Estrela, de Katia Mesel. O documentário fala sobre a primeira colônia judaica das Américas, localizada no Recife, e que teria dado origem à comunidade judaica de Nova York.
O documentário foi captado em vídeo digital e finalizado em 35mm.
Com  entrevistas na Europa, Estados Unidos, Caribe e Brasil, O Rochedo e a Estrela teve início como um filme de ficção de grande orçamento, mas foi readaptado para o formato documentário.



A primeira sinagoga das Américas

Pernambuco um perfil de uma cidade totalmente judaica, onde havia a sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, com Isaac Aboab da Fonseca, como rabino e Moisés Rafael de Aguiar, como o Hazan.

A história conta que os seguidores de Abuhav (Aboab) criaram a sinagoga em Safed (Norte de israel) usando os desenhos que tinham feito na Espanha e com o dinheiro que ele mandou.


O filme conta a história da influência do judaísmo na colonização holandesa em Pernambuco e  a primeira sinagoga de todas as Américas Kahal Zur Israel.

Yitzchak ben Yehuda Abravanel



Isaak Abrabanel

Dom Isaac ben Judah ou Yitzchak ben Yehuda Abravanel (hebraico: יצחק בן יהודה אברבנאל; Lisboa, 1437 - Veneza, 1508) foi um estadista, filósofo, comentador da Bíblia e financista judeu português. Em várias obras ele é referido apenas pelo seu apelido, que por vezes surge como Abravanel, Abarbanel, ou Abrabanel. Muitos estudiosos da Torá e do Talmude referem-se a ele simplesmente como "O Abarbanel".

Caminhos da Memória


Documentáro (Vídeo em 4 partes) de Elaine Eiger e Luize Valente
Duração - 85 min.

Em Portugal, a 5 de Dezembro de 1496 o Rei D. Manuel como parte das contrapartidas para casar com Isabel de Aragão, cujos pais (os reis católicos) em 1492 através do decreto de Alhambra haviam expulso os judeus, teve de ter atitude idêntica. Assim, só restavam aos judeus portugueses converterem-se ao cristianismo ou o exílio sob pena de morte.

Sobre a Família Oliveira e suas Origens Judaicas


Sim, a família Oliveira é de origem judaica. Abaixo transcrevo um texto que você pode encontrar aqui mesmo no grupo. Neste texto temos alguns detalhes sobre a origem desta família. 
“Benveniste”, que adquiriu durante o domínio muçulmano, mas antes dos islamitas conquistarem a península Ibérica ela era chamada de “ha-Levi” ou de “ha-Itshari”, por ter sido esse o nome do fundador da mesma. 
Os demais Benveniste que se estabeleceram em Portugal, com a introdução da Inquisição adotaram forma traduzida de seu sobrenome de família par disfarçar sua origem judaica, e esse nome traduzido
significa “bem vindo” e se tornou o sobrenome de família “Benvindo”, que ao chegar ao Brasil colonial e ao se estabelecer no Nordeste, se tornou muito numerosa no interior de Pernambuco e Bahia.

Sinagoga Abuhav em Safet



A história da origem da Sinagoga Abuhav, na cidade mística de Safed, está totalmente ligada ao Rabino Isaac Aboab da Fonseca, de Portugal. Ele foi o rabino na primeira Sinagoga das Américas: Kahal Zur Israel (Congregação Rochedo de Israel).

A Cabala na Espanha


A cabala é o ensinamento místico do judaísmo que alcançou seu apogeu no século XIII, na Espanha, com a divulgação do Sephar há-Zohar (O Livro do Esplendor), que foi publicado pelo rabino Moisés de Leon, em 1274. Para Moisés de Leon, o objetivo principal da Cabala era tentar entender e descobrir o esquema oculto do universo.

A Oração de Ester


Buscando disfarçar a preferência pelo judaísmo, os criptojudeus viam-se obrigados a abandonar certas cerimônias marcantes de sua profissão de fé em favor de práticas menos conhecidas  ou delatoras de sua real devoção religiosa: as circuncisões eram sustituídas pelas orações e vigílias domiciliares; o consumo de certos tipos de alimentos tradicionais, por outros menos delatores; a guarda pública de certas datas e festas, como o Rosh ha Shaná (ano novo judaico) ou o Shavuot, pelos jejuns.

Com o mesmo intuito, celebrações que no judaísmo tradicional ocupavam posiçoes de menos destaque passavam, por serem menos acusadoras de sua origem "maculada", o tema central da resistência marrana, como foi o caso do Jejum de Ester - rainha judia que escondia suas origens do próprio marido, vivendo, como criptojudeus, da dissimulação.

A "Oração de Ester" se tornou, assim a "prece marrana por excelência . É bastante significativo o fato de ser uma mulher heroína dos cristãos-novos, e o exemplo de Ester se repetiria constantemente devido às necessidades dos criptojudeus: "Aprendi  desde a infância no seio da minha família que foste Tu Senhor, que escolheste Israel entre todos os povos e nossos pais entre todos os antepassados, para sua herança perpétua". Ou ainda, comparando o sofrimento da rainha judia com a perseguição que sofriam dos cristãos velhos e a constante dissimulação: "a mim dá-me coragem, Rei dos deuses e dominador de toda autoridade. Põe em meus lábios um discurso atraente quando eu estiver diante do leão, muda seu coração, para ódio de nosso inimigo, para que ele pereça com todos os seus cúmplices". Não é de se admirar que as palavras de Ester fossem transformadas numa espécia de hino criptojudaico e sinônimo de resistência ao catolicismo coercitivo.
Ângelo Adriano Faria de Assis - A Inquisição em Xeque

O Mito dos nomes Marranos


Texto Publicado in Revue des Études Juives
Tome 165
Juillet 2006-décembre
Fascículo 3-4
p.445-456.

Anita Novinsky
Laboratório de Estudos Sobre a Intolerância
Universidade de São Paulo

      A historiografia romântica sobre os marranos e marranismo criou uma série de mitos em relação aos nomes adaptados pelos judeus durante e após a sua conversão forçada em 1497 em Portugal. O crescente interesse em conhecer a história sefardita, principalmente após 1992, a mente de pessoas subnutridas com fantásticas histórias e lendas, que fez o capítulo Marrano especialmente atraente.

Recebendo de volta os Anussim



Uma Teshuvá Haláchica do Rabino David A Kunin

O que significa B'nei Anussim?

O QUE SIGNIFICA “B’NEI ANUSSIM”?

B’nei Anussim em hebraico significa literalmente “filhos dos forçados” (filhos dos marranos), termo que designa os descendentes dos judeus que na época da Inquisição foram obrigados a se converter ao cristianismo sob pena de morte cruel.
É no Brasil que o termo B’nei anussim aparece pela primeira vez. 
Na Península Ibérica, os judeus forçados à conversão ao catolicismo eram chamados de cristãos novos, anussim ou marranos (de uma forma pejorativa), que em espanhol significa porco. Citamos também o termo Cripto-judeu, que é a prática do judaísmo de forma secreta, sendo que publicamente professavam outra fé, exteriorizando o catolicismo.
Os judeus viveram o seu apogeu na Península Ibérica nos séculos X e Xll e a medicina, a filosofia, a literatura entre os judeus ibéricos eram de grande expressão.
Os judeus estavam bem estabelecidos. Apesar da presença muçulmana na Espanha, a cultura judaica não era afetada, pois se expressava em toda a península de todas as formas, criando até um Centro de estudos cabalístico em Girona, de grande repercussão.
Mais tarde, sobe ao poder na Espanha dois reis católicos: Fernando e Isabel de Aragão, que com a bandeira do catolicismo, conseguiram unificar os reinos ibéricos. Dessa união, surge de forma consolidada a Espanha.
O reino culpava os judeus, diante da Santa sé romana, de todos os males que afligiam os reinos espanhois da Inquisição, com o famoso manual inquisitório “Directorium Inquisitorum”. Para os judeus, dizia-se: “a morte ou água benta”. Centenas de milhares de judeus foram batizados, porém guardando em suas casas os ritos judaicos, o que lhes rendeu maior perseguição, começando então os Pogroms: ataques violentos em massa aos judeus, onde cerca de 50 mil foram mortos e cerca de 120 mil fugiram para Portugal.
Isabel de Aragão, princesa da Espanha, casa-se com D. Manuel I, rei de Portugal que logo promulga um decreto no qual as crianças judias até 14 anos são sequestradas e distribuídas em lares de famílias católicas e os adultos são batizados de forma compulsória. Começa então, em Portugal, o aparecimento dos B’nei Anussim (filhos forçados).
A imigração para a colonização do Brasil era difícil por parte dos portugueses cristãos, pois seus interesses eram voltados para o comércio nas Índias. Os navios chegavam repletos de condenados, exilados e criminosos portugueses. Traziam também grande contingente de voluntários judeus, fato este que mostra a importância dos judeus na colonização do território brasileiro.
Os anseios de paz e liberdade em solo brasileiro e a contínua e avassaladora perseguição religiosa imposta pela Inquisição favorecem o estabelecimento de uma grande comunidade judaica no Brasil.
Em Salvador-Bahia, sede do governo brasileiro, funcionava uma sinagoga nas propriedades de um B’nei anussim, chamado Heitor Antunes. Em Camaragibe (Capitania de Pernanbuco) existia outro centro judaico sob a direção do rabino Jorge Dias.
No período da invasão holandesa no nordeste do Brasil, Pernambuco tornou-se uma das comunidades judaicas mais florescentes do mundo, recebendo judeus refugiados de vários países, o que deu a Pernanbuco um perfil de uma cidade totalmente judaica, onde havia a sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, com Isaac Aboab da Fonseca, como rabino e Moisés Rafael de Aguiar, como o Hazan. 
Havia também na Ilha de Itamaracá uma comunidade liderada pelo rabino Jacob Lagarto, que era um escritor talmúdico.
Um filme (curta), “O ROCHEDO E A ESTRELA, a saga dos judeus sefaradim. a saga dos judeus sefaradim” – Kátia Mesel (Clique para ver)

O DECLÍNIO DA COMUNIDADE JUDAICA NO BRASIL

O declínio da comunidade judaica começou no nordeste, onde era mais forte, com a saída de Maurício de Nassau, responsável pelo governo holandês em Pernambuco.
A retomada da região pelos portugueses trouxe junto para o Brasil a Inquisição, que perdurou por mais 70 anos.

A aparente solidez da comunidade no nordeste deu lugar à melancolia e um grande êxodo. 

Grande parte dos judeus foi para a América do Norte, e vencendo todo tipo de dificuldades, estabeleceram-se em Nova Amsterdã, atual Nova York.
Os dados do IBGE (não oficial, tirado de reportagem em jornal) apontam que cerca de 50 a 70% dos brasileiros possuem alguma ascendência judaica.
O que restou da influência judaica no Brasil está comprovado em nossos hábitos, costumes, tradições e vocabulário, que foram passados de geração em geração por mais de 500 anos. No Nordeste, muitas das tradições judaicas permanecem vivas e são praticadas mesmo sem saber o motivo ou estando esse distorcido, como uma espécie de Lei da família. Independente da religião praticada a cultura é mais forte do que a religião.
Ex: O abate de aves jogando o sangue em um buraco feito na terra; lavagem dos mortos; mortalha de linho branco; pedras deixadas nos túmulos; não varrer o lixo da casa para fora pela porta da frente (devido as Mezuzots que nos tempos antigos estavam nos portais das casas). Costumes até cabalísticos como acendimento de velas em um prato com mel, acendimento de velas nas sextas-feiras à noite para os anjos da guarda (Shabat). Os próprios horários das rezas são fundamentados no judaísmo:


  • Shacharit - (em hebraico: שַחֲרִת) é a oração (Tefilá) diária da manhã.
  • Minchá - hebraico minkhah (מִנְחָה) descrito em Gênesis 24:63 pelas palavras "Saíra Isaque ao campo à tarde, para meditar;"
  • Arvit (עַרְבִית) ou Ma'ariv (מַעֲרִיב), de "anoitecer".

Muitos nordestinos são avessos à carne de porco, mesmo sem saber explicar o motivo. Ao que não sabem é atribuída a frase: “É coisa dos antigos”. 

O RETORNO

Não se deve de forma alguma dificultar o retorno ao judaísmo dos B’nei Anussim, seja qual for o seguimento do judaísmo,.
Porém, os que desejarem um retorno, deve ser realizada a circuncisão. Os B’nei anussim têm todo o direito de retornar.
Não se fecha uma porta para uma alma que tem despertado um desejo de retornar ao seu povo, por amor ao Eterno e por força de um registro genético judaico no seu sangue. O B’nei anussim está abraçando não só a fé judaica, mas todo sofrimento, perseguição, discriminação que marca a vida do povo judeu, porém os anussim mesmo sem serem vítmas diretas do holocausto, tem em sua identidade as marcas do antisemitismo: escravidão, perseguições, constantes fugas e o sangue pelos horrores da Inquisição que os forçou a serem o que são (filhos forçados), fato este que associados a tradições e inúmeros documentos no qual os b’nei anussim são o objeto de estudo, confere a eles todo o direito ao RETORNO. 
A luta dos Anussim não deve ser minimizada diante do holocausto, e muito menos esquecida, pois foi um trabalho arquitetado pela intolerância religiosa e o anti-semitismo, tendo como mentor o nosso adversário espiritual.

O EXÍLIO E O RETORNO SEGUNDO AS PROFECIAS

O Eterno estabeleceu princípios para a volta do Mashiach e estes ainda não foram alcançados. Atos 3:26 “Para que venham tempos de alívio da presença do Senhor, e ele lhes mande o Messias, designado de antemão, isto é, Yeshua. Ele permanecerá no céu até a chegada do tempo para a restauração de todas as coisas.
O profeta Ovadyiah/Obadias: 20 e 21 cita a ida dos judeus para a Espanha (S’farad) e o seu retorno: “Os membros do povo de Yisra’el exilados entre os Kena’anim, chegarão tão longe quanto Tzarfat, e os exilados de Yerushalayim em S’farad retomarão a posse das cidades do Negev.
Então o vitorioso subirá ao monte Tziyon (Sião) para reinar sobre o monte de Esav (Esaú, mas o reino pertencerá a Ad-nai., 
Em Devarim/Deuteronômio 28:65 (Deuteronômio) a profecia cita a peregrinação dos Judeus desde a chegada a Sefarade (Espanha), até os dias de hoje no Brasil, como B’nei anussim: “Não encontrarão descanso entre essas nações, e não haverá repouso para a sola de seu pé; em vez disso, Adonai trará angústia de coração a vocês, escurecimento dos olhos e apatia de espírito.” 
Constatamos uma referência ao Marranismo, conversão forçada imposta pela Inquisição, onde o judeu estaria sujeito à idolatria. "E ali vocês servirão a ouros deuses feitos de madeira e pedra." (Devarim/Deuteronômio 28:36).
As profecias seguintes apontam para o retorno dos judeus espalhados entre as nações:
Hoshe’a/Oséias 11:10 e 11: - “Eles seguirão Adonai, que rugirá como, para ele rugirá, e os filhos virão tremendo do oeste.
Eles tremerão como um pássaro quando vem do Egito, como um pombo quando vem da terra de Ashur; e Eu os restabelecerei em suas casas”..
Jeremias 16:15 e 16: - “Como vive Adonai, que tirou o povo de yisra’el da terra do norte e de todos os países para os quais expulsou”, pois Eu os trarei de volta à própria terra, que dei a seus antepassados.
Vejam’ diz Adonai, enviarei muitos pescadores e eles os pescarão. Depois disso, enviarei muitos caçadores e eles os caçarão em todas as montanhas, colinas e cavernas das rochas”.
Yirmeyahu/Jeremias 3:14: - “Voltem filhos desviados, diz Adonai, pois sou seu amo. Peparei um da cidade dois de uma família e os levarei a Tziyon.”.
Yechezl’el/Ezequiel 39:27,28: - “Isso acontecerá depois que Eu os tiver trazido de volta dos povos e os tiver juntado das terras inimigas, sendo Eu, assim,consagrado por eles à vista de muitas nações. Então saberão que Eu sou Adonai, O d’us deles, uma vez que fui Eu quem os levou para o exílio entre as nações, e fui Eu quem os levou para o exílio entre as nações, e fui Eu quem os reuniu em sua própria terra. Nunca mais deixarei nenhum deles naquelas nações.”

O DESPERTAR DOS B’NEI ANUSSIM

É de suma importância pesquisar e divulgar a história dos B’nei Anussim através de filmes, documentários, assim como uma maior valorização por parte de historiadores, para que se possa juntar as peças dessa realidade que faz parte da formação do povo brasileiro e sua cultura, e que também dá sentido aos costumes e tradições judaicas que muitos praticam até hoje, mesmo não sabendo o porque. 
Após o fim da Inquisição, no início do século XIX, não se tem muito registro dos B’nei anussim. A comunidade judaica internacional não tinha conhecimento da sua história. Hoje, o rabinato de Israel reconhece até com perplexidade a importância deste fato, tendo enviado um rabino ao nordeste para conhecer de perto a história dos B’nei Anussim e toda a influência judaica na formação da cultura brasileira, porém está em andamento uma formalização sobre este processo.
O conhecimento da verdade é o combustível para o fogo da restauração dos B’nei Anussim. Cada B’nei Anussim, quando toma conhecimento de sua história ocorre de imediato uma mudança em seu interior. É como o soar do toque do shofar para um despertar de um profundo sono.