B’NEI ANUSSIM - Completo

B’NEI ANUSSIM


ESSAV (ESAÚ), O ANTISSEMITISMO EM SUAS RAÍZES


Essav (Esaú) depois de ter perdido sua benção da primogenitura, esperava somente que seu pai Yitzchak morresse para que ele matasse seu irmão, pensando assim, matando o irmão ele recuperaria "sua benção"
Essav só pensava em tomar o lugar de Yaakov, quando ele implorou por uma benção de seu pai Yitzchak ele a recebeu, porém uma benção limitada a esse mundo, como está em Gênesis 27:40 
"Eis que nos melhores lugares da terra será tua habitação, onde o orvalho cai do alto; por tua espada viverás"

Entre Guerut e Ezrarrut

Entre Guerut e Ezrarrut

Pelo Jornalista Asher Ben-Shlomo

A controvérsia criada em Israel em torno das conversões promovidas por Tribunais Rabínicos Alternativos

Judeus Novos - Em Busca de Sefarad - de Portugal a Recife

Quinhentos anos depois da descoberta do Brasil, Pernambuco e todo nordeste vivem um surpreendente movimento de retorno ao Judaísmo

O que foi a inquisição?

Os diferentes tipos de inquisição











A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre alguns grupos religiosos, que praticavam a adoração de plantas e animais e utilizavam necromancias.

Projeto Imigrantes

Para resgatar sua judaicidade é importante conhecer de onde vieram seus antepassados. O projeto Imigrantes pode ser de grande valia para montar seu "quebra cabeça" genealógico.



Conferência reúne Bnei Anussim

O líder espiritual do Centro Israelita do Rio Grande do Norte – CIRN, João Fernandes Dias de Medeiros, ou Rav Yohanan Yedidyah, foi destaque em uma conferência internacional sobre os descendentes de judeus convertidos à força durante a Inquisição, os chamados Bnei Anussim. Com o tema “Mapping The Anousim Diaspora: Six Centuries of Pushing Borders”, a conferência ocorreu nos dias 23 e 24 deste mês no Institute for Sefardi and Anousim Studies da Netanya Academic College, em Israel, reunindo representantes de 13 universidades de vários países.

Don Isaac Abravanel

Isaac Abravanel tem ascendência direta no Rei Davi. O verdadeiro nome de Silvio Santos,(descendente) é Senor, é uma alusão a Don (Señor) Isaac Abravanel, herói do povo judeu do século XIV.


As Polacas no Rio de Janeiro

Judias europeias se prostituíram na América para fugir de perseguição, revela 









filme (Clique para conhecer mais sobre a história das polacas)
Curta - Aquelas Mulheres por Verena Kael e Matilde Teles

O que a Inquisição veio fazer no Brasil?

Segundo Ronaldo Vainfas - Professor da Universidade Federal Fluminense e autor de Trópicos dos pecados (Nova Fronteira 20100 e organizador de Confissões da Bahia (Companhia das Letras 2005)

Vestígios do Passado



O Livro das Confissões da Bahia e suas possibilidades de pesquisa: uma análise das narrativas dos cristãos-novos (1591-1592)





A inquisição na Bahia






No Brasil não foi instituído um Tribunal da Inquisição, a sua jurisdição pertencia ao Tribunal de Lisboa que se encarregava dos casos ocorridos no Brasil e dos outros territórios de além-mar, exceto de Góa que tinha o seu próprio Tribunal. O fato de não ter se instalado um Tribunal por aqui, não quer dizer que a Inquisição não se fez presente na América portuguesa.  Segundo Luiz Mott, por diversas vezes, o Santo Ofício imiscuiu-se arbitrariamente na vida dos baianos, mantendo a ferro e fogo, através de uma rede de espiões, os temíveis Comissários e Familiares do Santo Ofício a hegemonia da Igreja.

VI Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos

VI ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS JUDAICOS

Judaísmo: Fronteiras Culturais em Movimento

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
4 a 7 de dezembro de 2012

Ana bechoach


Atribui-se a autoria desta reza ao Rabino Nehhonya, filho de Hakaná (1º século). Ela contém sete linhas, abrangendo seis palavras cada uma. segundo a Cabalá, as quarenta e duas palavras desta poesia ritmada correspondem ao Nome de D'us, composto de quarenta e duas letras (Shem Mav), deduzido das letras iniciais (reshe tevot) de cada palavra. Poe esta causa costumamos recitar esse trecho de pé e dizer depois "baruch Shem quevod malchutó leolam vaed" (Bendito seja para sempre o Nome de seu Glorioso Reino).
Sidur Sefaradí Matzliah

Ana bechoach, guedulát Ieminêcha, tatir tserurá

 Kabél Rinat, amêcha sagvênu, taharênu norá

Na guibor, dorshêi íchudêcha, kevavát shomrem

Barchêm taharêm. Rachamê tsidkatêcha. Tamid gomlem:

Chassin Cadosh, berov tuvchá, nahêl adatêcha

Iachid gue’ê, le’amcha pene, zochrêi kedushatêcha

Shav’atênu kabél, ushmá tsa’akatênu iodêa ta’alumot

(Sussurro) Baruch shem kevód malchuto, le’olam va’ed



Sobrenomes Sefarditas


Os judeus Sefarditas (do hebraico Sefardim, no singular Sefardi) são todos provenientes da Península Ibérica (Sefarad). foram por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica. E por este motivo, fugiram para países como Holanda e Reino Unido; além dos países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA; e desse modo, tiveram que seguir suas tradições secretamente como cripto judeus ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo em busca da sobrevivência. Sendo que alguns ainda tiveram que se converter forçadamente ao Cristianismo Católico. 
Neste caso, a partir da Inquisição espanhola de 1478 até 1834, em que Judeus e inúmeros outros indivíduos, foram julgados por possíveis atos contra os preceitos da Igreja. Sendo que os Judeus foram expulsos da Espanha no ano de 1492. (9 de AV) 

Tzfat e os Anussim

Yakov Berav, conhecido como  Berav Mahari, nasceu em Moqueda perto de Toledo, Espanha, em 1474 e morreu em Tzfat , 3 de abril de 1546.













B'nei Anussim Brasil: Yom Kippur




B'nei Anussim Brasil: Yom Kippur: Há uma diferença de opinião na Guemará sobre como a expiação é atingida em Yom Kipur. A maioria dos sábios sustenta que "Yom Kipur repara...

Yerushalayim 4000 Years in 5 Minutes

Assista um resumo de 4000 anos da história de Yerushalayim em 5 minutos.

  • Construção do Templo de Shlomoh
  • Destruição por Nabucodonosor rei de Bavel
  • Retorno com Esdras
  • Conquista pela Grécia por Alexandre o grande
  • Revolta dos Macabeus
  • Invasão romana e destruição do Templo Sagrado
  • Revolta de Bar Kokhbah
  • Ascensão do Cristianismo
  • Diáspora
  • Conquista Muçulmana
  • Cruzadas
  • Mamelucos
  • Otomanos
  • Sionismo - Declaração de Balfour
  • O mandato Britânico
  • 1948 - Criação do Estado judeu

A Estrela Oculta do sertão


É um documentário de 2005, dirigido pela fotógrafa Elaine Eiger e pela jornalista Luize Valente. O tema central é a prática judaica mantida por algumas famílias do sertão nordestino, juntamente com a busca de sua identidade religiosa por vários marranos a partir do momento que tomam consciência de sua condição. O documentário conta com consultoria e depoimentos da historiadora da USP Anita Novinsky, uma das maiores autoridades em inquisição no Brasil, o genealogista Paulo Valadares, e o antropólogo do Collège de France, Nathan Wachtel.




A importância de Pernambuco para Nova York

A maior comunidade judaica de Nova York, tem suas origens no Brasil






A maior comunidade judaica de Nova York, tem suas origens no Brasil, saíram de recife quando Portugal reconquistou Pernambuco.Em 1654, os holandeses foram expulsos definitivamente do Recife. 
A comunidade judaica ficou em situação de risco e muitos foram embora. Dessa pequena diáspora, um grupo de 23 judeus migrou para o pequeno povoado de Nova Amsterdã. Ali, segundo os livros de história dos Estados Unidos, fundaram a cidade de Nova York.


O Rochedo e a Estrela

Trailer do documentário O Rochedo e a Estrela, de Katia Mesel. O documentário fala sobre a primeira colônia judaica das Américas, localizada no Recife, e que teria dado origem à comunidade judaica de Nova York.
O documentário foi captado em vídeo digital e finalizado em 35mm.
Com  entrevistas na Europa, Estados Unidos, Caribe e Brasil, O Rochedo e a Estrela teve início como um filme de ficção de grande orçamento, mas foi readaptado para o formato documentário.



A primeira sinagoga das Américas

Pernambuco um perfil de uma cidade totalmente judaica, onde havia a sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, com Isaac Aboab da Fonseca, como rabino e Moisés Rafael de Aguiar, como o Hazan.

A história conta que os seguidores de Abuhav (Aboab) criaram a sinagoga em Safed (Norte de israel) usando os desenhos que tinham feito na Espanha e com o dinheiro que ele mandou.


O filme conta a história da influência do judaísmo na colonização holandesa em Pernambuco e  a primeira sinagoga de todas as Américas Kahal Zur Israel.

Yitzchak ben Yehuda Abravanel



Isaak Abrabanel

Dom Isaac ben Judah ou Yitzchak ben Yehuda Abravanel (hebraico: יצחק בן יהודה אברבנאל; Lisboa, 1437 - Veneza, 1508) foi um estadista, filósofo, comentador da Bíblia e financista judeu português. Em várias obras ele é referido apenas pelo seu apelido, que por vezes surge como Abravanel, Abarbanel, ou Abrabanel. Muitos estudiosos da Torá e do Talmude referem-se a ele simplesmente como "O Abarbanel".

Caminhos da Memória


Documentáro (Vídeo em 4 partes) de Elaine Eiger e Luize Valente
Duração - 85 min.

Em Portugal, a 5 de Dezembro de 1496 o Rei D. Manuel como parte das contrapartidas para casar com Isabel de Aragão, cujos pais (os reis católicos) em 1492 através do decreto de Alhambra haviam expulso os judeus, teve de ter atitude idêntica. Assim, só restavam aos judeus portugueses converterem-se ao cristianismo ou o exílio sob pena de morte.

Sobre a Família Oliveira e suas Origens Judaicas


Sim, a família Oliveira é de origem judaica. Abaixo transcrevo um texto que você pode encontrar aqui mesmo no grupo. Neste texto temos alguns detalhes sobre a origem desta família. 
“Benveniste”, que adquiriu durante o domínio muçulmano, mas antes dos islamitas conquistarem a península Ibérica ela era chamada de “ha-Levi” ou de “ha-Itshari”, por ter sido esse o nome do fundador da mesma. 
Os demais Benveniste que se estabeleceram em Portugal, com a introdução da Inquisição adotaram forma traduzida de seu sobrenome de família par disfarçar sua origem judaica, e esse nome traduzido
significa “bem vindo” e se tornou o sobrenome de família “Benvindo”, que ao chegar ao Brasil colonial e ao se estabelecer no Nordeste, se tornou muito numerosa no interior de Pernambuco e Bahia.

Sinagoga Abuhav em Safet



A história da origem da Sinagoga Abuhav, na cidade mística de Safed, está totalmente ligada ao Rabino Isaac Aboab da Fonseca, de Portugal. Ele foi o rabino na primeira Sinagoga das Américas: Kahal Zur Israel (Congregação Rochedo de Israel).

A Cabala na Espanha


A cabala é o ensinamento místico do judaísmo que alcançou seu apogeu no século XIII, na Espanha, com a divulgação do Sephar há-Zohar (O Livro do Esplendor), que foi publicado pelo rabino Moisés de Leon, em 1274. Para Moisés de Leon, o objetivo principal da Cabala era tentar entender e descobrir o esquema oculto do universo.

A Oração de Ester


Buscando disfarçar a preferência pelo judaísmo, os criptojudeus viam-se obrigados a abandonar certas cerimônias marcantes de sua profissão de fé em favor de práticas menos conhecidas  ou delatoras de sua real devoção religiosa: as circuncisões eram sustituídas pelas orações e vigílias domiciliares; o consumo de certos tipos de alimentos tradicionais, por outros menos delatores; a guarda pública de certas datas e festas, como o Rosh ha Shaná (ano novo judaico) ou o Shavuot, pelos jejuns.

Com o mesmo intuito, celebrações que no judaísmo tradicional ocupavam posiçoes de menos destaque passavam, por serem menos acusadoras de sua origem "maculada", o tema central da resistência marrana, como foi o caso do Jejum de Ester - rainha judia que escondia suas origens do próprio marido, vivendo, como criptojudeus, da dissimulação.

A "Oração de Ester" se tornou, assim a "prece marrana por excelência . É bastante significativo o fato de ser uma mulher heroína dos cristãos-novos, e o exemplo de Ester se repetiria constantemente devido às necessidades dos criptojudeus: "Aprendi  desde a infância no seio da minha família que foste Tu Senhor, que escolheste Israel entre todos os povos e nossos pais entre todos os antepassados, para sua herança perpétua". Ou ainda, comparando o sofrimento da rainha judia com a perseguição que sofriam dos cristãos velhos e a constante dissimulação: "a mim dá-me coragem, Rei dos deuses e dominador de toda autoridade. Põe em meus lábios um discurso atraente quando eu estiver diante do leão, muda seu coração, para ódio de nosso inimigo, para que ele pereça com todos os seus cúmplices". Não é de se admirar que as palavras de Ester fossem transformadas numa espécia de hino criptojudaico e sinônimo de resistência ao catolicismo coercitivo.
Ângelo Adriano Faria de Assis - A Inquisição em Xeque

O Mito dos nomes Marranos


Texto Publicado in Revue des Études Juives
Tome 165
Juillet 2006-décembre
Fascículo 3-4
p.445-456.

Anita Novinsky
Laboratório de Estudos Sobre a Intolerância
Universidade de São Paulo

      A historiografia romântica sobre os marranos e marranismo criou uma série de mitos em relação aos nomes adaptados pelos judeus durante e após a sua conversão forçada em 1497 em Portugal. O crescente interesse em conhecer a história sefardita, principalmente após 1992, a mente de pessoas subnutridas com fantásticas histórias e lendas, que fez o capítulo Marrano especialmente atraente.

Recebendo de volta os Anussim



Uma Teshuvá Haláchica do Rabino David A Kunin

O que foi a Inquisição?


O termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão da heresia no seio da Igreja Católica. A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre alguns grupos religiosos, que praticavam a adoração de plantas e animais e utilizavam a necromancia.
A Inquisição medieval, da qual derivam todas as demais, foi fundada em 1184 no Languedoc (sul da França) para combater a heresia dos cátaros ou albigenses. Em 1249, implantou-se também no reino de Aragão, como a primeira Inquisição estatal.

Já na Idade Moderna, com a união de Aragão e Castela, transformou-se na Inquisição espanhola (1478 - 1834), sob controle direto da monarquia hispânica, estendendo posteriormente sua atuação à América. A Inquisição portuguesa foi criada em 1536 e existiu até 1821). A Inquisição romana ou "Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício" existiu entre 1542 e 1965.


O condenado era muitas vezes responsabilizado por uma "crise da fé", pestes, terremotos, doenças e miséria social, sendo entregue às autoridades do Estado, para que fosse punido. As penas variavam desde confisco de bens e perda de liberdade, até a pena de morte, muitas vezes na fogueira, método que se tornou famoso, embora existissem outras formas de aplicar a pena.

Os tribunais da Inquisição não eram permanentes, sendo instalados quando surgia algum caso de heresia e eram depois desfeitos.

Os judeus viveram o seu apogeu na Península Ibérica nos séculos X e Xll e a medicina, a filosofia, a literatura entre os judeus ibéricos eram de grande expressão.

Os judeus estavam bem estabelecidos. Apesar da presença muçulmana na Espanha, a cultura judaica não era afetada, pois se expressava em toda a península de todas as formas, criando até um Centro de estudos cabalístico em Girona, de grande repercussão. (Wikipédia)

Mais tarde, sobe ao poder na Espanha dois reis católicos: Fernando e Isabel de Aragão, que com a bandeira do catolicismo, conseguiram unificar os reinos ibéricos. Dessa união, surge de forma consolidada a Espanha.

O reino culpava os judeus, diante da Santa sé romana, de todos os males que afligiam os reinos espanhois da Inquisição, com o famoso manual inquisitório “Directorium Inquisitorum”. Para os judeus, dizia-se: “a morte ou água benta”. Centena de milhares de judeus foram batizados, porém guardando em suas casas os ritos judaicos, o que lhes rendeu maior perseguição, começando então os Pogroms: ataques violentos em massa aos judeus, onde cerca de 50 mil foram mortos e cerca de 120 mil fugiram para Portugal.




A caminho da fogueira Na Espanha e em Portugal, a Inquisição abusava da crueldade para punir quem se desviasse da fé católica

O JULGAMENTO:
 A CHEGADA DA INQUISIÇÃO
Um grupo de monges do Santo Ofício chegava à aldeia e reunia toda a população na igreja. No chamado Período de Graça, que durava um mês, convidavam os pecadores a admitirem suas heresias. Quem se confessasse, em geral se livrava das penas mais severas

B. AS INVESTIGAÇÕES
 CAÇADORES DE BRUXAS
Quem não aproveitasse o Período de Graça poderia ser denunciado. Como a Inquisição incentivava a delação, o pânico era generalizado: todos eram suspeitos em potencial. O acusado era convocado a se defender no tribunal

A SENTENÇA

O suspeito era interrogado por três inquisidores. Um deles, o inquisidor-mor, dava a sentença final. A defesa era difícil: raramente o réu tinha direito a um advogado. Para arrancar confissões, o Santo Ofício colocava espiões no encalço do suspeito e recorria a tenebrosas práticas de tortura

AS TORTURAS
ESCALA DE PUNIÇÕES
O inquisidor-mor variava a crueldade dos castigos conforme a heresia. Os mais leves incluíam deixar o acusado acorrentado, sem comer nem dormir por vários dias. Mas os relatos históricos registram outros bem mais dolorosos, como os aparelhos chamados potro e extensão. Para amedrontar os acusados, os carrascos faziam uma demonstração de como funcionavam esses dispositivos. Para abafar os gritos, era comum colocarem colchões nas portas
B. O POTRO
O livro Prisioneiros da Inquisição traz a história de Jean Coustos, mestre da loja maçônica de Lisboa, condenado pelo tribunal. Coustos passou pelos horrores do potro em 1743: "Me prenderam com uma argola no pescoço, um anel de ferro em cada pé e oito cordas que passavam por furos no cadafalso. Ao sinal dos inquisidores, elas foram puxadas e apertadas pelos carrascos. As cordas entravam na carne até os ossos e faziam jorrar sangue. Repetiram a tortura por quatro vezes. Perdi a consciência e fui levado de volta à minha cela sem perceber"


EMPALAMENTO

A vítima era colocada sobre uma estava grande e pontuda. O tempo entre o início da punição e a morte, levava em torno de três dias. Alguns carrascos tinham cuidado para que a estaca entrasse no ânus e só saísse acima do queixo da vítima, o que aumentava a dor da vítima. Acredita-se que Vlad fez isso em torno de 20.000 a 300.000 vezes.

MESA DE EVISCERAÇÃO

O torturado era deitado numa superfície com os pés e mãos imobilizados e logo acima dele existia uma manivela com espinhos. Um carrasco fazia uma incisão na altura do estômago e com um gancho preso a uma corrente, e através dele era retirado um pedaço do intestino, que era preso na manivela. Aos poucos a manivela era girada, e o intestino era enrolado nela.


C. A EXTENSÃO

Seis semanas depois, o maçom foi submetido a outra tortura: a extensão. "As cordas, puxadas por um torniquete, faziam com que os punhos se aproximassem um do outro, por trás. Puxaram tanto que as minhas mãos se tocaram. Desloquei os dois ombros e perdi muito sangue pela boca. Repetiram três vezes o mesmo tormento antes de me devolverem à cela". Nos meses seguintes, Coustos ainda sofreu mais uma série de torturas até confessar. Foi condenado a quatro anos de trabalhos forçados em 1744

O AUTO-DE-FÉ
Assim era chamada a cerimônia pública em que se liam as sentenças do tribunal. Os autos-de-fé geralmente ocorriam na praça central da cidade e eram grandes acontecimentos. Quase sempre o rei estava presente. As punições iam das mais brandas (como a excomunhão) às mais severas (como a prisão perpétua e a morte na fogueira)


QUEIMADOS VIVOS... OU MORTOS

A execução na fogueira ficava a cargo do poder secular. Se o condenado renunciasse às heresias ao pé do fogo, era devolvido aos inquisidores. Se sua conversão à fé católica fosse verdadeira, ele podia trocar a morte pela prisão perpétua. Quando descobria-se que um defunto havia sido herético, seu cadáver era desenterrado e queimado


MARCAS DA HUMILHAÇÃO
Para serem vistos pelo público, os prisioneiros subiam em um palco. Os que eram obrigados a vestir as chamadas marcas de infâmia, como a cruz de Santo André, chegavam a ser agredidos pela multidão. Outros levavam velas e vergastas nas mãos para serem chicoteados pelo padre durante a missa



O MAIS DESUMANO INQUISIDOR

Fanático. Cruel. Intolerante. Nos registros históricos, não faltam adjetivos depreciativos para definir o frei dominicano Tomás de Torquemada (1420-1498), o mais duro inquisidor de todos os tempos. Organizador do Santo Ofício espanhol, ele era confessor e conselheiro dos reis Fernando e Isabel. Em 1483, essa influência rendeu-lhe a nomeação de inquisidor-geral, responsável pelos 14 tribunais na Espanha e suas colônias. Logo de cara, autorizou a tortura para obter confissões, ampliou a lista de heresias e pressionou os reis a substituir a tolerância religiosa pela perseguição aos judeus e aos conversos. Resultado: ao final de sua gestão, mais de 170 mil judeus foram expulsos da Espanha e 2 mil pessoas viraram cinza nas fogueiras.