A Sepultura dos Justos



O Sagrado Ha Ari Hakadosh, Rabino Isaac Lúria em sua obra prima Sha'ar Haguilgulim trás um fato muito interessante que torna impossível a figura de Yeshua ter qualquer contexto com a doutrina idólatra cristã.

Capítulo 37 

"Shemuel disse: Eu cheguei a uma percepção e assim à conclusão de escrever, depois de tudo isso o local dos SEPULCROS DOS JUSTOS; alguns deles bem conhecidos, e alguns que o olho [do ser humano] ainda não chegou a vê-los.

Ele trás uma descrição da localização dos tzadikim sepultados em Tzfat, também conhecida como Safed e Safad, é considerada a capital da Alta Galiléia.

Conferência reúne Bnei Anussim

O líder espiritual do Centro Israelita do Rio Grande do Norte – CIRN, João Fernandes Dias de Medeiros, ou Rav Yohanan Yedidyah, foi destaque em uma conferência internacional sobre os descendentes de judeus convertidos à força durante a Inquisição, os chamados Bnei Anussim. Com o tema “Mapping The Anousim Diaspora: Six Centuries of Pushing Borders”, a conferência ocorreu nos dias 23 e 24 deste mês no Institute for Sefardi and Anousim Studies da Netanya Academic College, em Israel, reunindo representantes de 13 universidades de vários países.


Don Isaac Abravanel



A família Abravanel é uma das mais antigas e distintas famílias judaicas sefarditas (judeus da região de Portugal e Espanha), cuja ascendência direta tem origem no Rei Davi. O verdadeiro nome de Silvio Santos, Senor, é uma alusão a Don (Señor) Isaac Abravanel, herói do povo judeu do século XIV. 

POR QUE O BRASIL ROMPEU RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS COM ISRAEL?


Essa matéria não é o padrão do perfil desse blog, porém se existe imprensa livre (ainda) é preciso saber os fatos que não são notícias das mídias cotidianas. Não é simplesmente um ato de ser contra o governo, mas sim mostrar o que está sendo feito e até onde seus ideais bolivariano pode levar esse país.

Por que a simpatia Petista com o Hamas?

Qual é a origem e a trajetória do PT? O que poderia se esperar de um governo que investe 957 milhões de dólares em Cuba numa obra, erguida pela Odebrecht em parceria com a cubana Quality. 

10° Confarad – 13 a 15 de setembro – Rio

PROGRAMA

Dia 13 de Setembro de 2014

17:30h – Boas Vindas – Anna Bentes Bloch – Mestre de Cerimônia
Havdalá – Nelson Zeitune
Abertura – Hinos de Israel e do Brasil
Samuel Elis Benoliel – Presidente do Conselho Sefaradi
Homenagem Orgulho Sefaradi – Moisés Balassiano, Henri Joseph El Mann e Rabino Isaac Benzaquen
Homenagem Sefaradi Benemérito – Wolff Klabin 
Leitura do Édito de expulsão dos judeus da Espanha
Encerramento – “Grupo Angeles y Malahines de Cultura Sefaradi, do CIB” regido pelo Maestro José Behar
Jantar com em Homenagem ao Embaixador de Israel Reda Mansour.

Dsmascarando a história


Parte da biografia de Martinho Lutero e comentários de historiadores desmascarando a história que ficou ocultada do pai de todos os protestantes evangélicos, o maior anti-semita que se tem registrado, exagero? NÃO!! Hitler era seu seguidor, Martinho Lutero se expressou de forma prepotente ao comentar do jesus que ele acreditava e em relação a toda nação Judaica, este é aquele que tem o respeito dos evangélicos, o propulsor do maior genocídio (holocausto onde 6 milhões de Judeus morreram entre outros fatos) já registrado em toda história da humanidade. Pastores protestantes se concentram mais no que eles creem serem erros do catolicismo do que em fazerem um exame dos escritos de seus próprios fundadores.

Anita Novinsky "A Inquisição no Brasil"

A mais importante pista para identificar um marrano está justamente nos arquivos da Inquisição. Aproximadamente 40 mil julgamentos resistiram ao tempo, 95% deles referentes a crimes. 

QUAL É A RAIZ DO PROBLEMA?

FEDERAÇÃO ISRAELITA DE SÃO PAULO

Qual é a raiz do problema? aonde está o nó a ser desatado para que as pessoas possam entender na guerra paralela de informações o que é a essência deste conflito. O presidente da Federação Israelita, Mario Fleck, faz uma analise resumida de 10 pontos para entender o contexto do problema e da solução. 

Novo direito à nacionalidade portuguesa para brasileiros

Novo direito à nacionalidade portuguesa para brasileiros

Resumo: A nova lei portuguesa que altera a Lei da Nacionalidade portuguesa traz direito de nacionalidade portuguesa para brasileiros descendentes de judeus portugueses (sefarditas) que migraram para o Brasil em razão da inquisição portuguesa que ocorreu entre 23 de maio de 1536 a 31 de março 1821.

Aprovada nacionalidade portuguesa para judeus sefarditas


O Parlamento português aprovou hoje por unanimidade a nacionalidade portuguesa para os descendentes dos judeus sefarditas expulsos de Portugal a partir do século XV proposta em projectos do PS e CDS-PP. 


Os projectos do PS e CDS-PP, ambos aprovados por unanimidade, prevêem a atribuição da nacionalidade portuguesa por naturalização aos descendentes de judeus sefarditas portugueses que demonstrem “tradição de pertença a uma comunidade sefardita de origem portuguesa, com base em requisitos objectivos comprovados de ligação a Portugal, designadamente apelidos, idioma familiar, descendência directa ou colateral”. 

A Espanha publica a primeira lista oficial de judeus Sefaradi

Sefardita - Lista de Sobrenomes


Primeira lista oficial de famílias de judeus Ibéricos, publicada pelo governo espanhol.
Depois de 500 anos de não reconhecimento como judeus,  felizmente tudo está mudando para o povo sefardita.

Nomes que serão usados ​​para dar a cidadania a descendentes de sefarditas.
De acordo com as regras, as pessoas com esses sobrenomes, pertencem a comunidade judaica e existe uma  organização comunitária destinada ao reconhecimento para cidadania.

( publicado no diariojudio.com)

A origem sefaradita da música flamenca


Lenda da música flamenca e um dos maiores guitarristas de todos os tempos, Paco é categórico nessa entrevista, realizada há alguns anos: “Eu pensava que o flamenco estivesse mais ligado aos árabes, mas estou seguro de que o flamenco que fazemos hoje está muito mais vinculado à música que se fazia nas sinagogas sefaraditas”.
Ele conta em vídeo (veja abaixo) que percebeu a grande influência que a música judaica teve no flamenco, após descobrir partituras sefaraditas em Toledo, cidade onde viveu.

Quais foram as diferenças entre as Inquisições?

A Inquisição moderna, diferentemente da medieval, contava com estruturas fixas e um corpo hierarquizado de agentes em atividades permanente. A de Castela e Leão, fundada por iniciativa da coroa, atuou na Espanha e em suas colônias da América Latina, nos países Baixos e em regiões da Península Itálica sob domínio da monarquia hispânica sem maiores problemas de adaptação. Só foi abolida em 1834.
A portuguesa, estabelecida em 1536, na sequência de difíceis negociações desencadeadas pelo rei D. João III, vigorou nos territórios de Portugal e de seu império pluri continental, desde Macau, no extremo oriente, até o Brasil. Foi extinta em 1821.

RIO DE JANEIRO UM PORTO SEGURO PARA OS MARRANOS

No século XVII, a capitania de Rio de Janeiro mostrava uma estrutura social e econômica sob o domínio marrano. O grosso da população livre era de origem israelita. Como narra SALVADOR (1976: 62 E 63) desde a conquista, vinha-se formando ali uma comunidade marrana. No início do período de 1560 a 1580, estabeleceram-se dez famílias troncos. Em seguida, até 1600, contavam-se 25. de 1601 a 1620, somam-se mais de 17 casais.


As Polacas no Rio de Janeiro

Judias europeias se prostituíram na América para fugir de perseguição, revela 

filme


Finalista em concurso de curtas, documentário aborda tema que ainda é tabu e mostra pesquisa de historiadores
Imagem do documentário Aquelas Mulheres, sobre a vinda de judias para se prostituírm na América

Ter origem judaica era sinônimo de culpa?


Os " BATIZADOS EM PÉ", ou cristãos novos, eram os judeus convertidos à força ao cristianismo, com base no decreto de D. Manuel I, de 1497. Eles vieram para o Brasil desde o início da colonização e se dedicaram a várias atividades, tanto rurais como urbanas. Foram pequenos agricultores, senhores de engenho, artesões, médicos, advogados, mercadores, donos de pequenas lojas, soldados e até padres. Exerceram cargos na burocracia colonial e estavam em todas as camadas da sociedade.
Sua integração, entretanto, nunca foi total, pois

O que a Inquisição veio fazer no Brasil?

Ronaldo Vainfas - Professor da Universidade Federal Fluminense e autor de Trópicos dos pecados (Nova Fronteira 20100 e organizador de Confissões da Bahia (Companhia das Letras 2005)



a Inquisição portuguesa só passou a frequentar o Brasil no final do século XVI. Entre os anos de 1540 e 1560, só houve dois casos: O de donatário de Porto Seguro, o blasfemo Pero do Campo Tourinho, e do Francês calvinista Jean de Bolés. O Primeiro foi enviado para Lisboa a ferros, e o segundo, preso pelo bispo da Bahia, que tinha jurisdição sobre heresias. Foram ocorrências isoladas e desvinculadas da preocupação maior do Santo Ofício lusitano desde a sua criação: Perseguir os cristãos novos judaizantes.

Costumes de Cristãos novos nas tradições familiares brasileiras

Segue-se uma lista de aspectos culturais e perguntas que podem revelar a origem judaica de uma família. Dividida em tópicos: Família, Ritos Natalícios, Ritos Matrimoniais, Refeições, Objetos, Costumes e Ritos Fúnebres; a lista apresenta práticas possivelmente já esquecidas pelas tradições familiares no decorrer dos tempos. Compare tais práticas com as tradições de sua família, se possível com a ajuda de familiares mais antigos (pais, tios, avós, bisavós). Peço desculpas pela simplicidade devido ao desconhecimento do significado da maioria dos costumes, mas procurei ser o mais explanador possível.

Vestígios do Passado





O Livro das Confissões da Bahia e suas possibilidades de pesquisa: uma análise das narrativas dos cristãos-novos (1591-1592)

Os Oliveira e suas Origens Judaicas

Sobre a Família Oliveira e suas Origens Judaicas

 

Sim, a família Oliveira é de origem judaica. Abaixo transcrevo um texto que você pode encontrar aqui mesmo no grupo. Neste texto temos alguns detalhes sobre a origem desta família. 
1. A família Oliveira era classificada no estudo genealógico-judaico como de comprovada origem judaica. Antes da inquisição a família “de Oliveira” era conhecida na Espanha como “Benveniste”, que adquiriu durante o domínio muçulmano, mas antes dos islamitas conquistarem a península Ibérica ela era chamada de “ha-Levi” ou de “ha-Itshari”, por ter sido esse o nome do fundador da mesma.

A INQUISIÇÃO NA BAHIA



No Brasil não foi instituído um Tribunal da Inquisição, a sua jurisdição pertencia ao Tribunal de Lisboa que se encarregava dos casos ocorridos no Brasil e dos outros territórios de além-mar, exceto de Góa que tinha o seu próprio Tribunal. O fato de não ter se instalado um Tribunal por aqui, não quer dizer que a Inquisição não se fez presente na América portuguesa.  Segundo Luiz Mott, por diversas vezes, o Santo Ofício imiscuiu-se arbitrariamente na vida dos baianos, mantendo a ferro e fogo, através de uma rede de espiões, os temíveis Comissários e Familiares do Santo Ofício a hegemonia da Igreja.

SEFARDITAS DE ORIGEM E DE RITO



Os sefarditas (sefardim, em hebraico), são os judeus de safarad, que na idade Média designava a Espanha,Portugal e o sul da França.
            Escreve Asheri:
            Na realidade, hoje em dia, o termo safardi foi ampliado, de modo a incluiur muitas comunidades judaicas em partes do mundo de fala árabe, persa, e turca, as quais verdadeiramente não são de descendência espanhola, mas adotaram o rito espanhol em suas preces e serviços de sinagoga.
            Atualmente os judeus sefardim são encontrados na Holanda e Inglaterra, onde podem ser reconhecidos por seus sobrenomes espanhóis e portugueses, e também na Turquia, na Grécia, na Romênia oriental, ex Iugoslávia (Sérvia e Bósnia), Bulgária, África do Norte e naturalmente em Israel e nas   Américas.

B'nei Anussim visão de um Norte-riograndenses


Por Adriano Costa, adaptado por Ricardo Torres.

 Expulsos de Portugal, muitos judeus se instalaram no nordeste brasileiro no século XVII. Por volta de 1635 chegaram aos portos do nordeste judeus vindos da Holanda, mas originários da Península Ibérica (sefardins). Atraídos pela prosperidade, os navios fretados por judeus chegavam aos nossos portos quase que mensalmente. Uma vez aqui,
muitos prosperaram sobretudo no comércio. Em 1910, uma nova leva, desta vez vindo da Rússia, chega a nossa região.
         
Perseguidos pela Igreja Católica acusados de heresias em toda Europa, especialmente na Espanha e em Portugal, os judeus do nordeste brasileiro só tiveram liberdade religiosa durante o domínio holandês (1624 - 1654). Com a expulsão dos holandeses, a repressão voltou. Muitos foram obrigados a se cristianizar novamente ou rumar para, entre os índios janduís, viver no interior do Rio Grande do Norte.
Em Recife (PE) foi erguida a primeira sinagoga das Américas no século XVII. Também lá foi escrita a primeira manifestação em hebraico do Novo Mundo. São três orações escritas pelo rabino Isaac Aboab da Fonseca, que relatavam o sofrimento e as provações  passadas pelo povo judeu. Isaac por sua vez, foi também o primeiro rabino das Américas.
 Mas na verdade, a presença dos judeus nesta região data da chegada de Pedro Álvares Cabral. De acordo com Gilberto Freyre, de dez portugueses que vieram para cá, oito eram cristãos-novos, eles se espalharam principalmente pela Paraíba e Rio Grande do Norte, fugindo da Inquisição e lutando  para preservar a religião e a cultura judaicas em segredo.

Judeus em Nilópolis


Tiferet Yisrael



A partir de 1920, um grupo de cerca de 300 famílias judias se instalou em Nilópolis, na Baixada Fluminense no Estado do Rio de Janeiro. Ali reconstruíram suas vidas em uma colônia, de uma forma muito assemelhada aos Shtetl, aldeias judaicas da Europa oriental, que podem ser muito bem visualizadas na obra do Nobel de literatura Isaac Bashevis Singer.
 “Desde os primeiros escritos ficou claro que a literatura de Singer era, antes de mais nada, um reflexo de sua infância e adolescência na Polônia. O shtetl é o cenário preferencial, mas os personagens estão longe de ser caricaturais ou ingênuos; o que temos aqui são pessoas à mercê de paixões e fantasias poderosas, inspiradas pelo misticismo e pelo folclore judaicos.” [Moacyr Scliar, in prefácio de 47 contos de Isaac Bashevis Singer (Companhia das Letras,2004)].

Bnei Anussim e o que a escola não ensina

B'nei Anussim

Bnei anussim, filhos dos forçados ou “ben anús” (filho forçado) ou ainda judeus marranos. Sãos os descendentes de judeus oriundos de Portugal, Espanha, Turquia e Península ibérica em geral. Estes foram obrigados a se converterem ao cristianismo pela imposição da “Santa Inquisição”, que oficialmente durou cinco séculos. No Brasil, os B’nei Anusim são encontrados principalmente em regiões de antiga colonização como na região Nordeste e na região Sudeste do Brasil.

A História que a escola não ensina

Como grande parte dos perseguidos pela inquisição eram judeus, e uma parte um pouco menor eram de outros grupos, existem muitos vestígios históricos a ser vasculhado. Infelizmente essa é uma parte da história que pouco se fala, apesar da grande contribuição étnica e cultural para o Brasil, ainda assim é tratada com desdenho, pois os seus algozes (A Igreja Católica) ainda permanecem vivos e com poder de decisões no cenário mundial. 
As dores e torturas perduraram muitos séculos. O medo fez a história ser esquecida, adormecida e quase apagada por muitos séculos, ou encoberta com o sangue dos judeus que tinham esperança em retornar ao judaísmo. 

Vale lembrar que a primeira sinagoga das Américas foi em Recife, durante a colonização holandesa pelo comando do Conde Maurício de Nassau.

Sobrenomes e apelidos dos Cristãos Novos

Fontes do MyHeritage


"Muitos de nossos usuários nos escrevem a procura do significado de seus sobrenomes, e alguns ainda, nos reportam que suas árvores chegam até um determinado ponto e o sobrenome ou apelido simplesmente, desapareceu no tempo. 


Muitas são as razões para que isto aconteça, mas na grande maioria, existe uma explicação histórica que só precisa de um pouquinho de paciência e boa leitura e muita pesquisa para resolver este problema. 

Yeshua e os Anussim


OS B’NEI ANUSSIM E YESHUA
Mashiach ben Yosef
As duas vindas do Mashiach - A sabedoria judaica menciona que Mashiach ben Yosef, precederá o Mashiach davídico. (Zohar)

VI Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos

VI ENCONTRO BRASILEIRO DE ESTUDOS JUDAICOS

Judaísmo: Fronteiras Culturais em Movimento

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
4 a 7 de dezembro de 2012
VI Encontro Brasileiro de Estudos Judaicos

Espanha dará cidadania aos judeus sefaraditas

O governo espanhol anunciou que dará nacionalidade espanhola aos judeus sefaraditas descendentes dos que foram expulsos da Espanha em 1942.
Eles terão cidadania automática, desde que comprovem sua condição e obtenham um certificado da Federação das Comunidades Judaicas da Espanha.
Para o Ministro da Justiça, Alberto Ruiz-Gallardón, a concessão é para todos que foram injustamente privados de sua nacionalidade. Os descendentes terão os mesmos direitos de qualquer outro cidadão espanhol.

Restituição da nacionalidade portuguesa aos judeus sefarditas portugueses

Petição pela restituição da nacionalidade portuguesa aos judeus sefarditas portugueses

Os judeus sefarditas foram expulsos de Portugal ou forçados ao exílio a partir das perseguições de finais do século XV, continuando a considerar-se e a referir-se a si mesmos como “judeus portugueses” ou “judeus da Nação portuguesa”.
Presentemente, constituem um grupo pequeno, tendo alguns membros cidadania israelita, sendo que a maioria vive no Brasil na maior parte do tempo e correspondendo quase todos a indivíduos com educação de nível superior, em geral profissionais liberais e que, na maioria, falam mais do que o português.


A VER NAVIOS

A saga da viagem de 500 anos de uma família judia. 


O ano de 1496 se iniciara com um janeiro extremamente frio. A judiaria, silenciosa à noite - quando mal se ouviam os murmúrios dos judeus que se sentiam com a espada à cabeça -, via amanhecer cada dia como se uma nova esperança renascesse.


            As negociações de arrastavam, e o rei não de decidia. muitos de seus conselheiros eram contra a expulsão. Os judeus não só rendiam grandes ganhos ao tesouro Real, pelas taxas que lhes eram impostas, como ainda alimentavam o comércio, eram grandes artesões, mestres ferreiros e contribuíam poderosamente para os estudos sobre a navegação, que levaria Portugal a categoria de potencia mundial. Já a igreja pressionava no sentido da defesa do cristianismo, e da necessidade de manter a pureza da fé católica.

Sobrenomes Sefarditas


Os judeus Sefarditas (do hebraico Sefardim, no singular Sefardi) são todos provenientes da Península Ibérica (Sefarad). foram por muitos séculos foram perseguidos durante o período da Inquisição Católica. E por este motivo, fugiram para países como Holanda e Reino Unido; além dos países do Norte da África e da América como: Brasil, Argentina, México e EUA; e desse modo, tiveram que seguir suas tradições secretamente como cripto judeus ou até mesmo abrir mãos das Tradições do Judaísmo, tudo em busca da sobrevivência. Sendo que alguns ainda tiveram que se converter forçadamente ao Cristianismo Católico. 
Neste caso, a partir da Inquisição espanhola de 1478 até 1834, em que Judeus e inúmeros outros indivíduos, foram julgados por possíveis atos contra os preceitos da Igreja. Sendo que os Judeus foram expulsos da Espanha no ano de 1492. (9 de AV) 

Kol Nidrei e Marranismo

O serviço inicial, talvez o mais importante, de Iom Kipur é Kol Nidrei, na noite desta data solene (lembrando que os dias no calendário judaico iniciam na véspera). Com sua melodia lamentosa e comovente, Kol Nidrei infunde um sentimento misto de pesar, alegria e temor. Dificilmente existe um judeu que não acompanhe e recite na noite de Iom Kipur esta prece, reconhecida por sua bela, comovedora e suplicante melodia. Sua recitação envolve-nos com uma sensação de alegria unida a temor reverente, permanecendo sobre todo o serviço. 

Safed e os Anussim



Yakov Berav, conhecido como  Berav Mahari, nasceu em Moqueda perto de Toledo, Espanha, em 1474 e morreu em Safed, 3 de abril de 1546.
Rabino Yakov Berav foi um aluno do Rabi Yitschac Avoav (Isaac Aboab da Fonseca, de Portugal, rabino da primeira sinagoga das Américas em Pernambuco)
Após a expulsão espanhola, muitos judeus permaneceram na Espanha, praticando o judaísmo em segredo, embora publicamente pareciam ser cristãos.

Zog marrano

Diz-me marrano meu irmão, onde pões a mesa para o Seder?

Em uma caverna escura e funda a minha páscoa irei fazer.

Diz-me Marrano, onde vais buscar os brancos matzoth?

Na caverna com a ajuda de D'us, a minha mulher lá os amassa.

Diz-me Marrano, como consegues encontrar uma Hagadá?

Na caverna entre as fendas há muito que escondi os livros lá.

Diz-me Marrano como te defenderás quando te ouvires cantar?

Se me vierem prender, com uma canção nos lábios irei morrer. 

B'nei Anussim Brasil: Yom Kippur




B'nei Anussim Brasil: Yom Kippur: Há uma diferença de opinião na Guemará sobre como a expiação é atingida em Yom Kipur. A maioria dos sábios sustenta que "Yom Kipur repara...

Yerushalayim 4000 Years in 5 Minutes

Assista um resumo de 4000 anos da história de Yerushalayim em 5 minutos.

  • Construção do Templo de Shlomoh
  • Destruição por Nabucodonosor rei de Bavel
  • Retorno com Esdras
  • Conquista pela Grécia por Alexandre o grande
  • Revolta dos Macabeus
  • Invasão romana e destruição do Templo Sagrado
  • Revolta de Bar Kokhbah
  • Ascensão do Cristianismo
  • Diáspora
  • Conquista Muçulmana
  • Cruzadas
  • Mamelucos
  • Otomanos
  • Sionismo - Declaração de Balfour
  • O mandato Britânico
  • 1948 - Criação do Estado judeu

A Estrela Oculta do sertão


É um documentário de 2005, dirigido pela fotógrafa Elaine Eiger e pela jornalista Luize Valente. O tema central é a prática judaica mantida por algumas famílias do sertão nordestino, juntamente com a busca de sua identidade religiosa por vários marranos a partir do momento que tomam consciência de sua condição. O documentário conta com consultoria e depoimentos da historiadora da USP Anita Novinsky, uma das maiores autoridades em inquisição no Brasil, o genealogista Paulo Valadares, e o antropólogo do Collège de France, Nathan Wachtel.

A importância de Pernambuco para Nova York

A maior comunidade judaica de Nova York, tem suas origens no Brasil, saíram de recife quando Portugal reconquistou Pernambuco.Em 1654, os holandeses foram expulsos definitivamente do Recife. 




A comunidade judaica ficou em situação de risco e muitos foram embora. Dessa pequena diáspora, um grupo de 23 judeus migrou para o pequeno povoado de Nova Amsterdã. Ali, segundo os livros de história dos Estados Unidos, fundaram a cidade de Nova York.

O Rochedo e a Estrela

Trailer do documentário O Rochedo e a Estrela, de Katia Mesel. O documentário fala sobre a primeira colônia judaica das Américas, localizada no Recife, e que teria dado origem à comunidade judaica de Nova York.
O documentário foi captado em vídeo digital e finalizado em 35mm.
Com  entrevistas na Europa, Estados Unidos, Caribe e Brasil, O Rochedo e a Estrela teve início como um filme de ficção de grande orçamento, mas foi readaptado para o formato documentário.



A primeira sinagoga das Américas

Pernambuco um perfil de uma cidade totalmente judaica, onde havia a sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, com Isaac Aboab da Fonseca, como rabino e Moisés Rafael de Aguiar, como o Hazan.

A história conta que os seguidores de Abuhav (Aboab) criaram a sinagoga em Safed (Norte de israel) usando os desenhos que tinham feito na Espanha e com o dinheiro que ele mandou.


O filme conta a história da influência do judaísmo na colonização holandesa em Pernambuco e  a primeira sinagoga de todas as Américas Kahal Zur Israel.

Yitzchak ben Yehuda Abravanel



Isaak Abrabanel

Dom Isaac ben Judah ou Yitzchak ben Yehuda Abravanel (hebraico: יצחק בן יהודה אברבנאל; Lisboa, 1437 - Veneza, 1508) foi um estadista, filósofo, comentador da Bíblia e financista judeu português. Em várias obras ele é referido apenas pelo seu apelido, que por vezes surge como Abravanel, Abarbanel, ou Abrabanel. Muitos estudiosos da Torá e do Talmude referem-se a ele simplesmente como "O Abarbanel".

Caminhos da Memória


Documentáro (Vídeo em 4 partes) de Elaine Eiger e Luize Valente
Duração - 85 min.

Em Portugal, a 5 de Dezembro de 1496 o Rei D. Manuel como parte das contrapartidas para casar com Isabel de Aragão, cujos pais (os reis católicos) em 1492 através do decreto de Alhambra haviam expulso os judeus, teve de ter atitude idêntica. Assim, só restavam aos judeus portugueses converterem-se ao cristianismo ou o exílio sob pena de morte.

Resposta a carta dos marranos sefaraditas

 Não há argumento humano que possa tornar "aceitável" a figura de Jesus e sua religião para o povo judeu. 
Como tornar parte do mesmo aquilo que sempre foi outro? Ou será que o chamado de outro não veio como o mesmo?

Yeshua não é cristão!

Yeshua não tem qualquer ligação com Cristianismo

 A palavra "Messias" vem do conceito judaico de Mashiach, ou "o ungido." a forma asquenazi é Moshiach, e a aramaica é mesiha, refere-se, principalmente, à profecia da vinda de um humano descendente do Rei David, que irá reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo.

Por que nós como judeus, não acreditamos em Jesus?

Essa é uma questão que um não judeu (goyim) não compreende. Talvez a história ajude!

Sobre a Família Oliveira e suas Origens Judaicas


Sim, a família Oliveira é de origem judaica. Abaixo transcrevo um texto que você pode encontrar aqui mesmo no grupo. Neste texto temos alguns detalhes sobre a origem desta família. 
“Benveniste”, que adquiriu durante o domínio muçulmano, mas antes dos islamitas conquistarem a península Ibérica ela era chamada de “ha-Levi” ou de “ha-Itshari”, por ter sido esse o nome do fundador da mesma. 
Os demais Benveniste que se estabeleceram em Portugal, com a introdução da Inquisição adotaram forma traduzida de seu sobrenome de família par disfarçar sua origem judaica, e esse nome traduzido
significa “bem vindo” e se tornou o sobrenome de família “Benvindo”, que ao chegar ao Brasil colonial e ao se estabelecer no Nordeste, se tornou muito numerosa no interior de Pernambuco e Bahia.

Sinagoga Abuhav em Safet



A história da origem da Sinagoga Abuhav, na cidade mística de Safed, está totalmente ligada ao Rabino Isaac Aboab da Fonseca, de Portugal. Ele foi o rabino na primeira Sinagoga das Américas: Kahal Zur Israel (Congregação Rochedo de Israel).

A Cabala na Espanha


A cabala é o ensinamento místico do judaísmo que alcançou seu apogeu no século XIII, na Espanha, com a divulgação do Sephar há-Zohar (O Livro do Esplendor), que foi publicado pelo rabino Moisés de Leon, em 1274. Para Moisés de Leon, o objetivo principal da Cabala era tentar entender e descobrir o esquema oculto do universo.

A Oração de Ester


Buscando disfarçar a preferência pelo judaísmo, os criptojudeus viam-se obrigados a abandonar certas cerimônias marcantes de sua profissão de fé em favor de práticas menos conhecidas  ou delatoras de sua real devoção religiosa: as circuncisões eram sustituídas pelas orações e vigílias domiciliares; o consumo de certos tipos de alimentos tradicionais, por outros menos delatores; a guarda pública de certas datas e festas, como o Rosh ha Shaná (ano novo judaico) ou o Shavuot, pelos jejuns.

Com o mesmo intuito, celebrações que no judaísmo tradicional ocupavam posiçoes de menos destaque passavam, por serem menos acusadoras de sua origem "maculada", o tema central da resistência marrana, como foi o caso do Jejum de Ester - rainha judia que escondia suas origens do próprio marido, vivendo, como criptojudeus, da dissimulação.

A "Oração de Ester" se tornou, assim a "prece marrana por excelência . É bastante significativo o fato de ser uma mulher heroína dos cristãos-novos, e o exemplo de Ester se repetiria constantemente devido às necessidades dos criptojudeus: "Aprendi  desde a infância no seio da minha família que foste Tu Senhor, que escolheste Israel entre todos os povos e nossos pais entre todos os antepassados, para sua herança perpétua". Ou ainda, comparando o sofrimento da rainha judia com a perseguição que sofriam dos cristãos velhos e a constante dissimulação: "a mim dá-me coragem, Rei dos deuses e dominador de toda autoridade. Põe em meus lábios um discurso atraente quando eu estiver diante do leão, muda seu coração, para ódio de nosso inimigo, para que ele pereça com todos os seus cúmplices". Não é de se admirar que as palavras de Ester fossem transformadas numa espécia de hino criptojudaico e sinônimo de resistência ao catolicismo coercitivo.
Ângelo Adriano Faria de Assis - A Inquisição em Xeque

O Mito dos nomes Marranos


Texto Publicado in Revue des Études Juives
Tome 165
Juillet 2006-décembre
Fascículo 3-4
p.445-456.

Anita Novinsky
Laboratório de Estudos Sobre a Intolerância
Universidade de São Paulo

      A historiografia romântica sobre os marranos e marranismo criou uma série de mitos em relação aos nomes adaptados pelos judeus durante e após a sua conversão forçada em 1497 em Portugal. O crescente interesse em conhecer a história sefardita, principalmente após 1992, a mente de pessoas subnutridas com fantásticas histórias e lendas, que fez o capítulo Marrano especialmente atraente.

Recebendo de volta os Anussim



Uma Teshuvá Haláchica do Rabino David A Kunin

Examinaremos agora outra abordagem, minha sugestão pessoal, sobre uma resposta haláchica adequada para esta pergunta. Conforme verificado acima, ambas as responsas (A Responsa fornece respostas para perguntas sobre o judaísmo e a vida judaica.) rabínicas existentes seguem exigências ashkenazís estipuladas no que diz respeito ao retorno dos anussim. Todavia, a comunidade que retorna não é de ashkenazi, mas de sefaradi. É sabido que as vivências históricas das duas comunidades não foram idênticas, e não deveria ser surpreendente, portanto, que as respostas haláchicas para situações discrepantes também não sejam idênticas. Isto ocorre graças ao fato de que a halachá é, por natureza, situacional e dinâmica, em vez de universal e estática (estas abordagens discrepantes e as razões para as mesmas foram examinadas no trabalho que apresentei ano passado).

O que significa B'nei Anussim?

O QUE SIGNIFICA “B’NEI ANUSSIM”?

B’nei Anussim em hebraico significa literalmente “filhos dos forçados” (filhos dos marranos), termo que designa os descendentes dos judeus que na época da Inquisição foram obrigados a se converter ao cristianismo sob pena de morte cruel.
É no Brasil que o termo B’nei anussim aparece pela primeira vez. 
Na Península Ibérica, os judeus forçados à conversão ao catolicismo eram chamados de cristãos novos, anussim ou marranos (de uma forma pejorativa), que em espanhol significa porco. Citamos também o termo Cripto-judeu, que é a prática do judaísmo de forma secreta, sendo que publicamente professavam outra fé, exteriorizando o catolicismo.
Os judeus viveram o seu apogeu na Península Ibérica nos séculos X e Xll e a medicina, a filosofia, a literatura entre os judeus ibéricos eram de grande expressão.
Os judeus estavam bem estabelecidos. Apesar da presença muçulmana na Espanha, a cultura judaica não era afetada, pois se expressava em toda a península de todas as formas, criando até um Centro de estudos cabalístico em Girona, de grande repercussão.
Mais tarde, sobe ao poder na Espanha dois reis católicos: Fernando e Isabel de Aragão, que com a bandeira do catolicismo, conseguiram unificar os reinos ibéricos. Dessa união, surge de forma consolidada a Espanha.
O reino culpava os judeus, diante da Santa sé romana, de todos os males que afligiam os reinos espanhois da Inquisição, com o famoso manual inquisitório “Directorium Inquisitorum”. Para os judeus, dizia-se: “a morte ou água benta”. Centenas de milhares de judeus foram batizados, porém guardando em suas casas os ritos judaicos, o que lhes rendeu maior perseguição, começando então os Pogroms: ataques violentos em massa aos judeus, onde cerca de 50 mil foram mortos e cerca de 120 mil fugiram para Portugal.
Isabel de Aragão, princesa da Espanha, casa-se com D. Manuel I, rei de Portugal que logo promulga um decreto no qual as crianças judias até 14 anos são sequestradas e distribuídas em lares de famílias católicas e os adultos são batizados de forma compulsória. Começa então, em Portugal, o aparecimento dos B’nei Anussim (filhos forçados).
A imigração para a colonização do Brasil era difícil por parte dos portugueses cristãos, pois seus interesses eram voltados para o comércio nas Índias. Os navios chegavam repletos de condenados, exilados e criminosos portugueses. Traziam também grande contingente de voluntários judeus, fato este que mostra a importância dos judeus na colonização do território brasileiro.
Os anseios de paz e liberdade em solo brasileiro e a contínua e avassaladora perseguição religiosa imposta pela Inquisição favorecem o estabelecimento de uma grande comunidade judaica no Brasil.
Em Salvador-Bahia, sede do governo brasileiro, funcionava uma sinagoga nas propriedades de um B’nei anussim, chamado Heitor Antunes. Em Camaragibe (Capitania de Pernanbuco) existia outro centro judaico sob a direção do rabino Jorge Dias.
No período da invasão holandesa no nordeste do Brasil, Pernambuco tornou-se uma das comunidades judaicas mais florescentes do mundo, recebendo judeus refugiados de vários países, o que deu a Pernanbuco um perfil de uma cidade totalmente judaica, onde havia a sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, com Isaac Aboab da Fonseca, como rabino e Moisés Rafael de Aguiar, como o Hazan. 
Havia também na Ilha de Itamaracá uma comunidade liderada pelo rabino Jacob Lagarto, que era um escritor talmúdico.
Um filme (curta), “O ROCHEDO E A ESTRELA, a saga dos judeus sefaradim. a saga dos judeus sefaradim” – Kátia Mesel (Clique para ver)

O DECLÍNIO DA COMUNIDADE JUDAICA NO BRASIL

O declínio da comunidade judaica começou no nordeste, onde era mais forte, com a saída de Maurício de Nassau, responsável pelo governo holandês em Pernambuco.
A retomada da região pelos portugueses trouxe junto para o Brasil a Inquisição, que perdurou por mais 70 anos.

A aparente solidez da comunidade no nordeste deu lugar à melancolia e um grande êxodo. 

Grande parte dos judeus foi para a América do Norte, e vencendo todo tipo de dificuldades, estabeleceram-se em Nova Amsterdã, atual Nova York.
Os dados do IBGE (não oficial, tirado de reportagem em jornal) apontam que cerca de 50 a 70% dos brasileiros possuem alguma ascendência judaica.
O que restou da influência judaica no Brasil está comprovado em nossos hábitos, costumes, tradições e vocabulário, que foram passados de geração em geração por mais de 500 anos. No Nordeste, muitas das tradições judaicas permanecem vivas e são praticadas mesmo sem saber o motivo ou estando esse distorcido, como uma espécie de Lei da família. Independente da religião praticada a cultura é mais forte do que a religião.
Ex: O abate de aves jogando o sangue em um buraco feito na terra; lavagem dos mortos; mortalha de linho branco; pedras deixadas nos túmulos; não varrer o lixo da casa para fora pela porta da frente (devido as Mezuzots que nos tempos antigos estavam nos portais das casas). Costumes até cabalísticos como acendimento de velas em um prato com mel, acendimento de velas nas sextas-feiras à noite para os anjos da guarda (Shabat). Os próprios horários das rezas são fundamentados no judaísmo:


  • Shacharit - (em hebraico: שַחֲרִת) é a oração (Tefilá) diária da manhã.
  • Minchá - hebraico minkhah (מִנְחָה) descrito em Gênesis 24:63 pelas palavras "Saíra Isaque ao campo à tarde, para meditar;"
  • Arvit (עַרְבִית) ou Ma'ariv (מַעֲרִיב), de "anoitecer".

Muitos nordestinos são avessos à carne de porco, mesmo sem saber explicar o motivo. Ao que não sabem é atribuída a frase: “É coisa dos antigos”. 

O RETORNO

Não se deve de forma alguma dificultar o retorno ao judaísmo dos B’nei Anussim, seja qual for o seguimento do judaísmo,.
A graça que através do Mashiach Yeshua, já lhes colocou a Torah em suas mentes e a escreveu em seus corações. “Porei a minha Torah na sua mente e as escreverei em seu coração; serei o Deus deles, e eles serão meu povo.” (Hebreus 8:10).
Porém, os que desejarem um retorno, deve ser realizada a circuncisão. Os B’nei anussim têm todo o direito de retornar.
Não se fecha uma porta para uma alma que tem despertado um desejo de retornar ao seu povo, por amor ao Eterno e por força de um registro genético judaico no seu sangue. O B’nei anussim está abraçando não só a fé judaica, mas todo sofrimento, perseguição, discriminação que marca a vida do povo judeu, porém os anussim mesmo sem serem vítmas diretas do holocausto, tem em sua identidade as marcas do antisemitismo: escravidão, perseguições, constantes fugas e o sangue pelos horrores da Inquisição que os forçou a serem o que são (filhos forçados), fato este que associados a tradições e inúmeros documentos no qual os b’nei anussim são o objeto de estudo, confere a eles todo o direito ao RETORNO. 
A luta dos Anussim não deve ser minimizada diante do holocausto, e muito menos esquecida, pois foi um trabalho arquitetado pela intolerância religiosa e o anti-semitismo, tendo como mentor o nosso adversário espiritual.

O EXÍLIO E O RETORNO SEGUNDO AS PROFECIAS

O Eterno estabeleceu princípios para a volta do Mashiach e estes ainda não foram alcançados. Atos 3:26 “Para que venham tempos de alívio da presença do Senhor, e ele lhes mande o Messias, designado de antemão, isto é, Yeshua. Ele permanecerá no céu até a chegada do tempo para a restauração de todas as coisas.
O profeta Ovadyiah/Obadias: 20 e 21 cita a ida dos judeus para a Espanha (S’farad) e o seu retorno: “Os membros do povo de Yisra’el exilados entre os Kena’anim, chegarão tão longe quanto Tzarfat, e os exilados de Yerushalayim em S’farad retomarão a posse das cidades do Negev.
Então o vitorioso subirá ao monte Tziyon (Sião) para reinar sobre o monte de Esav (Esaú, mas o reino pertencerá a Adonai., 
Em Devarim/Deuteronômio 28:65 (Deuteronômio) a profecia cita a peregrinação dos Judeus desde a chegada a Sefarade (Espanha), até os dias de hoje no Brasil, como B’nei anussim: “Não encontrarão descanso entre essas nações, e não haverá repouso para a sola de seu pé; em vez disso, Adonai trará angústia de coração a vocês, escurecimento dos olhos e apatia de espírito.” 
Constatamos uma referência ao Marranismo, conversão forçada imposta pela Inquisição, onde o judeu estaria sujeito à idolatria. "E ali vocês servirão a ouros deuses feitos de madeira e pedra." (Devarim/Deuteronômio 28:36).
As profecias seguintes apontam para o retorno dos judeus espalhados entre as nações:
Hoshe’a/Oséias 11:10 e 11: - “Eles seguirão Adonai, que rugirá como, para ele rugirá, e os filhos virão tremendo do oeste.
Eles tremerão como um pássaro quando vem do Egito, como um pombo quando vem da terra de Ashur; e Eu os restabelecerei em suas casas”..
Jeremias 16:15 e 16: - “Como vive Adonai, que tirou o povo de yisra’el da terra do norte e de todos os países para os quais expulsou”, pois Eu os trarei de volta à própria terra, que dei a seus antepassados.
Vejam’ diz Adonai, enviarei muitos pescadores e eles os pescarão. Depois disso, enviarei muitos caçadores e eles os caçarão em todas as montanhas, colinas e cavernas das rochas”.
Yirmeyahu/Jeremias 3:14: - “Voltem filhos desviados, diz Adonai, pois sou seu amo. Peparei um da cidade dois de uma família e os levarei a Tziyon.”.
Yechezl’el/Ezequiel 39:27,28: - “Isso acontecerá depois que Eu os tiver trazido de volta dos povos e os tiver juntado das terras inimigas, sendo Eu, assim,consagrado por eles à vista de muitas nações. Então saberão que Eu sou Adonai, O d’us deles, uma vez que fui Eu quem os levou para o exílio entre as nações, e fui Eu quem os levou para o exílio entre as nações, e fui Eu quem os reuniu em sua própria terra. Nunca mais deixarei nenhum deles naquelas nações.”

O DESPERTAR DOS B’NEI ANUSSIM

É de suma importância pesquisar e divulgar a história dos B’nei Anussim através de filmes, documentários, assim como uma maior valorização por parte de historiadores, para que se possa juntar as peças dessa realidade que faz parte da formação do povo brasileiro e sua cultura, e que também dá sentido aos costumes e tradições judaicas que muitos praticam até hoje, mesmo não sabendo o porque. 
Após o fim da Inquisição, no início do século XIX, não se tem muito registro dos B’nei anussim. A comunidade judaica internacional não tinha conhecimento da sua história. Hoje, o rabinato de Israel reconhece até com perplexidade a importância deste fato, tendo enviado um rabino ao nordeste para conhecer de perto a história dos B’nei Anussim e toda a influência judaica na formação da cultura brasileira, porém está em andamento uma formalização sobre este processo.
O conhecimento da verdade é o combustível para o fogo da restauração dos B’nei Anussim. Cada B’nei Anussim, quando toma conhecimento de sua história ocorre de imediato uma mudança em seu interior. É como o soar do toque do shofar para um despertar de 300 anos de um profundo sono.
Está diretamente ligado a vinda de Mashiach (ou retorno).